Salva-esclareia

Salva-esclareia (Salvia sclarea L.)  – Um tónico com agradável aroma

A salva-esclareia é uma bela planta, que alegra com o seu colorido e o seu agradável aroma os terrenos secos do Sul da Europa. A sua essência utiliza-se em perfumaria.

Propriedades e Indicações:

As folhas e as flores contêm esclariol e outros alcalóides aromáticos, assim como tanino, saponina, colina e glicósidos. As suas propriedades são semelhantes às da salva, embora se evidencie especialmente como tónico, emenagogo e antiespasmódico. Aplica-se nos seguintes casos:

-Esgotamento, fadiga, debilidade, convalescença de doenças infecciosas (1)

-Regras pouco abundantes (1)

Espasmos ou cólicas intestinais devidas a fermentações ou a digestões pesadas (1).

As sementes da salva-esclareia são ricas em mucilagens, pelo que já têm sido utilizadas para extrair corpos estranhos do espaço conjuntival dos olhos. As mucilagens absorvem a água como se fossem uma esponja, devido ao seu poder osmótico.

Preparação e Emprego

Uso interno

1-Infusão com 15-20g de planta por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas por dia.

Outros nomes: Esp.: amaro, esclarea, salvia romana, salvia peluda, oropesa olorosa, tárrago. Fr.: [sauge] sclarée, orvale. Ing.: clary [sage].

Habitat: própria de terrenos áridos e secos da Europa Meridional. Em Portugal, esta planta costuma aparecer nos arredores de Bragança.

Descrição: Planta da família das Labiadas, que atinge 30 a 120 cm de altura. O seu caule é quadrangular e piloso. As folhas são grandes (até 20cm), ovaladas e rugosas. As flores agrupam-se em espigas terminais e são de cor azulada ou de um rosa pálido.

Partes utilizadas: As folhas, as flores e as sementes.

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