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ulmeira
Ulmeira (Filipendula ulmaria (L.) Maxim.) – Anti-reumática e depurativa

As folhas desta planta lembram as do ulmeiro, de onde lhe vem o nome. Usa-se desde o século XVI contra as dores reumáticas. Actualmente conhecem-se-lhe muitas outras virtudes.

Propriedades e Indicações:

As flores, e em menor proporção as folhas, contêm o glicósido monotropitina, que por hidrólise, na planta fresca, se transforma em salicilato de metilo e aldeído salicílico, e, depois de seca, em ácido salicílico livre e salicilatos alcalinos.

Todos estes derivados salicílicos proporcionam, à semelhança do ácido acetilsalicílico (aspirina), acção anti-inflamatória, analgésica e febrífuga. Possui ainda flavonóides de acção diurética.

Tem as seguintes aplicações:

Dores reumáticas, causadas pela artrose, o reumatismo poliarticular agudo, ou pela artrite úrica (gota) (1).

Dores diversas: Também alivia as dores osteoarticulares (lumbago, torcicolo, dores nas costas) e as dores nevrálgicas (ciáticas, nevralgias). A sua eficácia contra as dores fica reforçada se, além de se ingerir a infusão (1), se aplicar localmente em compressas sobre a zona afectada (2)

Diurética: Por ser potente, mas não irritante, torna-se sumamente útil no caso de celulite; edemas (retenção de líquidos) por insuficiência cardíaca, que costumam manifestar-se sobretudo nos tornozelos e pés; assim como para diminuir a ascite (retenção de líquido no abdómen) dos doentes de cirrose (1).

Depurativa: A ulmeira é uma grande eliminadora de ácido úrico, uratos e outras toxinas, pois aumenta a sua excreção pelo rim (acção uricosúrica). Depura o sangue destas substâncias ácidas, que causam a gota, o artritismo e muitas dores reumáticas (1). Por isso, e pela sua acção anti-inflamatória e analgésica, é uma planta ideal para aqueles que sofrem de gota.

Dissolvente de cálculos: Própria para os que sofram de cálculos renais e areias, especialmente se forem de urato, pois favorece a sua dissolução e eliminação (1).

Tonificante geral: Aumenta o apetite, tem efeitos tónicos cardíacos e proporciona sensação de bem-estar. O seu uso é recomendado nos estados gripais e catarrais, assim como na convalescença de afecções debilitantes (1).

Preparação e emprego

Uso interno

1-lnfusão com 30-40 g de sumidades floridas por litro de água, de que se tomam até 5 chávenas diárias.

Uso externo

2-Compressas de uma infusão mais concentrada do que aquela que se usa internamente (até 80 g): Aplicam-se sobre a zona dorida ou afectada pela celulite, durante 10 minutos, duas ou três vezes por dia.

Sinonímia científica: Spiraea ulmaria L.

Outros nomes: erva-ulmeira, erva-das-abelhas, rainha-dos -prados. Esp.: ulmaria, reina de los prados, hierba de las abejas, altarreina, espirea, filipéndula, florón. Fr.: [spirée] ulmaire, barbe de bouc, reine-des-prês. Ing.: meadowsweet, queen of the meadow.

Habitat: Prados húmidos de toda a Europa, excepto a região mediterrânea. Cria-se nalgumas regiões frias do Norte e do Sul do continente americano.

Descrição: Planta vivaz, da família das Rosáceas, que atinge até 1,5 m de altura. Os caules são erectos e as folhas são prateadas pela face inferior. Dá flores pequenas, perfumadas, de um branco-amarelado, dispostas em ramalhetes terminais.

Partes utilizadas: as sumidades floridas.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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