mentastro

O mentastro encontra-se nos terrenos mais húmidos, reproduzindo-se em geral junto ou dentro de pequenos cursos de água. O caule é bastante resistente e reveste-se de folhas verdes que apresentam uma consistência aveludada em ambas as faces, característica que se presta a uma maior concentração do calor e à absorção de resíduos tóxicos.

O período de floração é muito variável. Em algumas regiões, os mentastros começam a florir em Maio e continuam até ao Outono devido às excepcionais condições ecológicas do seu habitat. As inflorescências brancas revestem a parte superior do caule e concentram as virtudes intrínsecas da planta.

Colheita: Colhem-se as folhas que já atingiram pleno desenvolvimento. Quando as inflorescências estão completamente desabrochadas, corta-se o caule a uns 15 cm do solo, devido à humidade da terra. Quando secas duram de 3 a 5 meses.

Forma de utilização:

  • Folhas e inflorescências em emulsão e na culinária.
  • Caules em fumigações, defumações ou no artesanato.
  • O mentastro liga bem com agrimónia e pétalas de flor de laranjeira-amarga.

Indicações: A emulsão feita com as inflorescências proporciona uma melhor eficácia, destacando-se os seguintes efeitos: purificante, sedativo, digestivo e refrescante. Preparada com as folhas, proporciona principalmente os efeitos depurativo, antispasmódico e diurético. Tomam-se preferencialmente no final da tarde. As inflorescências adicionam-se às saladas e a sopas previamente preparadas, evitando-se o contacto brusco com o calor, que lhes provoca uma considerável perda das suas substâncias essenciais.

As tisanas empregam-se também no tratamento externo. Compressas frias ocasionam uma agradável sensação de frescura suavizando o tecido cutâneo e aliviam dores e espasmos provocados pelo sistema nervoso.

As fumigações e as defumações purificam o ambiente. A atmosfera suavemente aromatizada convida à interiorização e ao descanso.

Fonte: Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

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