erva de são roberto

Geranium robertianum L.

O nome popular parece que se deve a São Roberto, bispo de Salzburgo, que viveu no sec. xII , e a quem se atribui a descoberta das suas pioridades medicinais . Reproduz-se por quase toda a parte, frequentemente como infestante. O caule mostra uma cor avermelhada que aparece também nos bordos das folhas. As flores apresentam um ton rosado. A planta é desprovida de aroma e o sabor é desenxabido.

Santa Hildegarda considerou-a muito importante para a purificação do sangue . De facto, antigamente associava-se a cor das plantas à cor dos orgaos em que elas actuavam em particular . A cor vermelha era indicada para melhorar a qualidade do sangue e fortalecer o coração. Está comprovado cientificamente que a cor vermelha de certos vegetais influi beneficamente no coração.

Colheita: As folhas verdes colhem-se antes do nascer do Sol e anteriormente e após a época da floração. No Outono, o caule principal, quase despido de folhas, adquire uniformidade na cor. É nesta época que deve ser colhido. Podem também colher-se as raízes das plantas que ja atingiram o seu total desenvolvimento.

Conservação: As folhas mantêm a vitalidade e a cor mais ou menos 5 horas . Os caules e a raiz conservam o vigor e o tom vermelho cerca de 5 dias . Podem secar-se mas sofrem fortes alteraçoes na cor, no aroma e no sabor, tornando-se insípidos.

Forma de Utilização:

  • Folhas em infusão.
  • Caules e raiz em decocção.

Indicacões: A infusão proporciona principalmente os efeitos depurativo e diurético ; a decocção proporciona em especial os efeitos purificante, antiespasmódico, cardiotónico e vulnerário. Tomam-se no intervalo das refeições . As tisanas utilizam-se também no tratamento externo . Compressas embebidas na decocção ajudam a parar uma hemorragia , a cicatrizar feridas ou a aliviar dores provocadas pela gota, artrite, reumatismo ou espasmos nervosos.

Fonte: Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

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