cavalinha
Rabo-de-cavalo
Equisetum arvense L. e E. palustre L.

O nome comum de cavalinha é dado ao género Equisetum L., da família das Equisetáceas, que compreende várias espécies. Reproduzem-se em terrenos húmidos ou pantanosos; contudo, a E. arvense L. necessita de menos água do que a E. palustre L.

É fácil distingui-las. A E. Arvense  L. possui um caule delgado bastante resistente, biforme, enquanto que é E. palustre apresenta um caule mais largo e uniforme. Também olhe chamam pinheirinha, o que leva a confundi-la com a pinheirinha-de-água. Esta pertence ao género Myriophylle, com quarenta espécies aquáticas, das quais algumas são consideradas infestantes, proliferando junto dos rios, albufeiras, pegos, valas de terra, fossas e outros sistemas de esgotos, causando prejuízos para o ecossistema. No entanto, algumas variedades são úteis para a depuração das águas estagnadas.

Diz-se que a cavalinha é uma das plantas que resistiu a Era Glaciária. A E. arvense não sofre alterações com a geadas, enquanto que E. palustre é sensível tanto ao excesso de frio como calor.

A cavalinha é considerado um excelente diurético, facilitando a eliminação de líquidos sem provocar desequilíbrios no organismo, visto ser um suplemento importante de minerais. Esta planta tem sido usada como diurético e também aplicada na indústria como substância para polimento, quer de madeira, quer de metal, devido à sua composição rica em sílica.

Deveria haver o maior rigor na seleção e utilização de cavalinha, visto que nem todas as espécies são indicadas para a nossa saúde, tendo também em conta que a maioria se reproduz em água parada. A cavalinha é destituído de aroma e tem um sabor refrescante quando está saudável.

Colheita: corta-se a parte aérea da planta ao atingir o seu total desenvolvimento e sempre antes do nascer do sol. A E. palustre tem um caule mais largo e brando e parte com as mãos. A E. arvense, mais resistente, tem de ser cortada com uma faca, de preferência de prata para evitar que oxide. Colocam-se num cesto com dimensão suficiente para se estenderem sem se machucarem.

Conservação: Bem acomodadas e protegidas da luz e do calor, mantém a vitalidade e a cor mais ou menos 5 dias. Guardadas no frigorífico mantém o tom verde cerca de uma semana mas perdem a vivacidade e tornam-se insípidas.

Forma de utilização:

  • A E. palustre em emulsão.
  • A E. arvense em emulsão ou infusão.

A extremidade por onde foi cortada, passadas 3 a 5 horas, apresenta um tom escuro, sinal de oxidação. Tem de se inutilizar porque provoca toxicidade.

Indicações: A emulsão proporciona uma melhor eficácia, destacamos os seguintes efeitos: purificador, vitamínico, diurético, antisséptico e vulnerário. A infusão proporciona principalmente os efeitos adstringente e revulsivo. As tisanas de cavalinha tomam em jejum e no intervalo das refeições e sempre até às 17:00 horas. São um importante supletivo de minerais e têm mostrado a sua eficácia no tratamento de insuficiência renal, doenças pulmonares, cardiovasculares, redução de edemas, celulite e outros males. Provocam uma considerável perda de peso.

As tisanas de cavalinha utilizam-se também no tratamento externo.

A emulsão aplicada diretamente sobre a pele ajuda a eliminar a celulite e dá uma agradável sensação de frescura. Os pachos quentes são muito eficazes contra dores lombares e reumatismo. Considero a imprescindível para o processo de purificação visto ser o diurético natural mais eficaz.

Fonte: Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

Pin It on Pinterest

Este site utiliza cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar no nosso site consente a utilização dos mesmos. Saiba mais sobre os cookies aqui

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close