Erva-do-espírito-santo
Angelica silvestris L.
Angelica archangelica L.

Caracteriza-se pelo aspeto majestoso. Caule muito reto, ramificado, floresce em Abril e as umbelas apresentam um belo tom amarelo-vivo e exalam um suave aroma com ação estimulante. As folhas  são também providas de um delicado aroma, mas que só se manifesta perante o contacto com as mãos. Ao esmagarem-se entre os dedos desprendem um odor refrescante e penetrante proporcionando um considerável aumento de vitalidade. O sabor é suavemente amargo. Diz-se que foi uma das plantas preferidas pelos deuses, que se alimentavam o seu peculiar aroma. Os Antigos enalteceram as suas virtudes curativas, das quais a mais evidente é a ação purificadora, capaz de eliminar o veneno dos répteis ofídios. Atribuíram-lhe também o poder de prolongar a beleza e a saúde. Encontra-se nas altas montanhas, nas zonas mais verdejantes. Quando bem desenvolvida chega a atingir 2 a 3 metros de altura.

Colheita: Colhem-se as folhas verdes que já atingiram o seu total desenvolvimento e antes do nascer do Sol. As umbelas colhem-se conforme vão alcançando a plenitude, deixando-se sempre as do caule principal, para que as sementes melhor desenvolvidas possam alcançar a sua integridade junto da planta-mãe. As sementes bem maduras caem normalmente no solo perpetuando assim a espécie. O caule corta-se no Outono. A raiz só se colhe quando a planta não apresentar sinais de reflorescimento ou a sua perpetuidade já estiver assegurada pela presença de novas plantas bem desenvolvidas.

Conservação: As folhas verdes mantêm a vitalidade mais ou menos uma hora. As umbelas conservam-se de 3 a 5 dias. As sementes e a raiz podem secar-se; quando bem secas, duram muitos anos.

Forma de utilização:

  • Folhas verdes emulsão.
  • Umbelas frescas em emulsão.
  • Sementes em decocção.
  • Raiz em decocção.

Indicações: A emulsão das folhas proporciona uma melhor eficácia. destacando-se os seguintes feitos: refrescante, diurético e febrífugo. A das umbelas proporciona principalmente efeitos purificador, vitamínico, revigorante e antioxidante. Tomam-se em jejum ou  no intervalo das refeições. A decocção das sementes proporciona em especial os efeitos depurativo, energético, digestivo, carminativo, galactagogo e cardiotónico. Da decocção das raízes salientam-se os efeitos emoliente e vulnerário. Podem tomar-se a seguir ao almoço. Ajudam o processo digestivo e evitam a astenia. As tisanas de angélica utilizam-se também no tratamento externo. Compressas embebidas na emulsão refrescam e tonificam a pele,  podem ajudar a baixar a temperatura, edemas e a celulite. Os pachos quentes aliviam dores e ajudam a cicatrização. Para se obter de feridas resultados faz-se um tratamento interno e externo durante cinco dias consecutivos.

Fonte:Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

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