alergias
  • Alho (Allium sativum) e cebola (Allium cepa). Podem ser benéficos por causa das altas concentrações de compostos como a quercetina. Estes compostos atrasam as reações inflamatórias. Se o leitor sofre de alergias sugiro-lhe que acrescente abundantes quantidades destes alimentos à sua ementa.
  • Ginkgo” (Ginkgo biloba). O extrato de folhas da árvore do ginkgo contém algumas substâncias únicas (ginkgólidos) que interferem com a ação de uma substância química produzida pelo organismo, o factor de ativação de plaquetas (PAF, segundo a sigla em inglês). O PAF desempenha um papel-chave no desencadear das alergias, da asma e das inflamações. As minhas próprias alergias nunca foram suficientemente fortes para ter de recorrer ao ginkgo, mas se fosse esse o caso, provavelmente recorreria a ele. O leitor pode experimentar entre 60 mg-240mg de extrato normalizado por dia, mas não utilize mais do que esta quantidade. Em grandes quantidades, o ginkgo pode provocar diarreia, irritabilidade e insónia.
  • Urtiga (Urtica dioica). Algumas investigações notáveis indicam que os preparados de urtiga podem curar eficazmente os sintomas nasais da alergia.Todas as primaveras, os visitantes do meu jardim de plantas medicinais arrancam as raízes de urtiga para tratarem a febre-dos-fenos. Não devíamos surpreender-nos por a urtiga ajudar, na realidade, a aliviar os sintomas da alergia. Durante séculos, diferentes culturas em todo o mundo utilizaram esta planta para o tratamento dos problemas respiratórios e nasais: a tosse, o corrimento nasal, a congestão do peito, a asma, a tosse-convulsa e até a tuberculose. Num seminário da Universidade da Columbia subordinado ao tema “Medicinas Botânicas para Médicos”, o Dr. Andrew Weil, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona, em Tucson, promotor da utilização das plantas medicinais e autor do livro Natural Health, Natural Medicine, afirmou que não conhecia nada tão interessante como o alívio das alergias e febre-dos-fenos oferecido pelas folhas de urtiga secas por congelação.
  • Camomila (Matricaria recutita). Os aromaterapeutas, especialmente na Europa, recomendam massagens com preparados de camomila para o tratamento de alergias na pele como a urticária e a coceira. Parece-me razoável. Há compostos nestas ervas que têm propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias notáveis. O leitor pode comprar óleo essencial de camomila e cremes que contenham camomila em muitas lojas de produtos naturais. Se sofre de febre-dos-fenos, deve ser cuidadoso com o uso do óleo de camomila ou outros produtos de ervas feitos com esta planta. A camomila é uma variedade da família das ambrósias e em algumas pessoas pode provocar reações alérgicas. (Os casos documentados são extremamente raros.) A primeira vez que utilizar a camomila observe as suas reações. Se parece que o ajuda, prossiga e utilize-a. Mas se acha que a sua coceira piora, deixe simplesmente de a utilizar.
  • Matricária/Artemísia-bastarda-dos-ervanárias (Tanacetum parthenium). A matricária é mais bem conhecida atualmente pela sua eficácia comprovada no tratamento das enxaquecas. Mas esta planta medicinal também pode ajudar a aliviar as alergias. Se o leitor utilizar a matricária, tome-a em cápsulas ou em algum outro preparado comercial. Já provei as folhas, e não é um experiência agradável. Se eu tivesse sintomas de alergia suficientemente fastidiosas e não tivesse outro remédio à mão, provavelmente utilizaria a matricária. As mulheres grávidas não deveriam tomar a matricária devido à possibilidade remota de terem um aborto espontâneo. E as mulheres que estão a amamentar tão-pouco deveriam utilizá-la, dada a possibilidade de passarem a erva ao bebé através do leite. Finalmente, os que utilizam esta planta durante muito tempo referem um ligeiro efeito sedante que pode ser bem-vindo ou não, dependendo do seu temperamento.
  • Amorácea/Rabão rústico (Amoracia rusticana). Não há nada como um bocadinho de amorácea fresca ( ou uma colherada de condimento de amorácea preparado) para descongestionar os seios nasais. Ou se prefere a comida japonesa, prove o rabão-rústico-japonês, conhecido por wasabi. Esta recomendação vem do belo livro Natural Health Secrets from Around the World, escrito pelo Dr. Glenn Geelhoed, professor de Cirurgia na Universidade George Washington, em Washington D.C., e pelo Dr. Robert Wilix, cirurgião cardíaco e especialista em medicina desportiva em Boca Ráton, Flórida. Eles referem que “…é necessária uma dose diária enquanto os sintomas da alergia se mantiverem. Depois, necessitará somente de algumas colherzinhas de amorácea por mês para prevenir outro possível ataque de alergia”. Eu gosto de usar a amorácea como especiaria e, portanto, não duvidaria utilizá-la como remédio para alergia. O leitor deveria saber que, embora o rábão-rústico seja picante, o wasabi é-o muito mais. Se não gosta de comida picante, é melhor optar por outro tipo de tratamento.
  • Vitamina C. Não há muito tempo, o Dr. Leigh Broadhurst passou pelo meu gabinete para falarmos acerca de alergias. O Dr. Broadhurst é geoquímico com especialização em medicina nutricional. Naquele tempo, estava a trabalhar no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Para prevenir e tratar alergias, o Dr. Broadhurst recomenda a toma de 1 g de vitamina C com bioflavonóides três vezes ao dia. Isto parece-me muito bem. Uma avaliação de aproximadamente quarenta estudos sobre a vitamina C demonstrou que as pessoas que a tomavam regularmente tinham menos problemas de alergia, de infecções respiratórias e de ataques de asma. A vitamina C é um poderoso anti-histamínico natural que não produz efeitos secundários, excepto diarreia. Algumas pessoas sofrem de diarreia depois de tomar uma dose de apenas 1200 mg diários, mas é muito raro que isto suceda. Se quiser experimentar esta terapia faça-o, mas se lhe provocar diarreia reduza a dose. Não se limite aos suplementos de vitamina C. Há plantas que são ricas nesta vitamina, como o melão-amargo-da-china (Chinese bitter melon), pimentos (pimentões), o pimentão-de-caiena, os rebentos de erva-dos-cachos-da-índia, a goiaba e o agrião.

FonteFarmácia Verde, de James A. Duke (adaptado)

Nota: A informação contida nesta página, não substitui a opinião de um técnico de saúde. Para um acompanhamento mais personalizado contacte  Aconselhamento Online ou Há sempre uma solução perfeita na Casa Escola António Shiva®

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