Oxalis acetosella L.

Erva-dos-três-corações

Oxalis acetosella L.

Aleluia, palavra de origem hebraica (hallelu yah), significa «louvai o eterno», e o segundo nome, erva-dos-três-corações, faz alusão à forma das suas folhas. Esta planta é dotada de uma rara sensibilidade detetando com considerável antecipação diversas alterações atmosféricas. É com considerável antecipação diversas alterações atmosféricas. É nas folhas que essa sensibilidade se manifesta com maior veemência, verificando-se a mudança da sua posição perante as chuvas, de modo a minorar o impacte das gotas de água sobre elas. Passada a tempestade, vão retomando lentamente a posição inicial. As figuras 2 e 3 mostram a aleluia quando está bom tempo e com mau tempo. Passada a tempestade, as plantas abrem-se novamente mantendo a cor viva verde e uma surpreendente vitalidade. O aroma é suave, o sabor entre o acre e o picante. Esta combinação confere-lhe um especial gosto. Outra particularidade das folhas consiste no seu efeito corrosivo capaz de fazer desaparecer manchas. Era com folhas de aleluia que limpava folhas de tinta da china dos meus dedos quando comecei a escrever com caneta. Aprendi que na época da floração não se devia tocar nesta planta. As belíssimas flores formadas por 5 pétalas apresentam tonalidades brancas e rosadas; apesar da sua beleza, escondem todavia um perigo: a toxicidade da planta, que se encontra em maior expansão nesta fase da sua vida. Passado o período de florescimento parece que as folhas ficam quase destituídas dos compostos tóxicos. No entanto, recomendo muita prudência no seu emprego.

Colheita: Dada a sua extrema sensibilidade perante as mudanças climatéricas, colhem-se quando está bom tempo, antes do nascer do sol e só na fase anterior ou posterior à floração. Procurei mostrar através do desenho a posição das folhas antes e após uma tempestade e também como se devem colher. O corte no caule a 5 cm do solo contribui para evitar ferir a raiz da planta e ajuda a manter o vigor da folha.

Conservação: As folhas da aleluia mantêm a vitalidade e a cor mais ou menos 5 horas. Para lhes aumentar o tempo de duração, introduzem-se num frasco de vidro opaco contendo água de uma pura nascente.

Forma de utilização: Folhas verdes e viçosas em emulsão para uso externo.

Indicações: As folhas verdes repletas de vitalidade exercem um efeito adstringente muito ativo, mas, devido aos compostos tóxicos que contêm, devem juntar-se a outras espécies isentas de toxicidade. Combinam bem com a erva príncipe e o rosmaninho branco. A emulsão obtida destas três espécies é muito eficaz para a limpeza de vegetais e de frutos, principalmente endivas e outros géneros cultivados em estufas. A seguir à lavagem em água corrente, introduzem-se na emulsão durante meia hora. Neste espaço de tempo vão-se desprendendo eventuais resíduos tóxicos e tomando os bons aromas e sabores destas plantas. O agradável sabor entre o acre e o picante e as folhas verdes e viçosas de aleluia oferecem torna as endivas mais saborosas. A emulsão utiliza-se também no tratamento externo. Aplicada diretamente sobre a pele faz desaparecer as manchas, reduz edemas e a celulite. Não será de mais repetir que se deve ter um especial cuidado com as plantas providas de compostos tóxicos. No caso da aleluia, se a utilizarmos com prudência e exclusivamente no tratamento externo não haverá qualquer perigo. Bem administrada é completamente inócua. Pode substituir a lixivia recomendada para a lavagem das alfaces e dos morangos. A minha experiência diz-me que a aleluia é um adstringente muito eficaz, imprescindível a todas as pessoas que procuram seguir uma forma de vida mais saudável.

Fonte: Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

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