Varizes – Estagnação numa situação desagradável. Frustração por não realizar suas ideias e objetivos. Fazer tudo o que precisa, menos o que é necessário.

As varizes são veias excessivamente dilatadas, produzidas por uma pressão prolongada no seu interior.

Há maior frequência de varizes em pessoas que trabalham em pé, por longos períodos; em mulheres grávidas, pessoas obesas e nos idosos.  (…)

Podem surgir em qualquer veia do corpo, no entanto são mais frequentes nas veias das pernas, pela localização distante do coração e contra a força da gravidade. O impulso que o sangue recebe do coração é suficiente para o refluxo; no entanto, os movimentos das pernas favorecem o retorno do sangue ao coração. Sem essa contribuição dos movimentos dos membros inferiores, as válvulas de retorno podem se fechar, provocando um acúmulo de sangue nas veias. Isso faz aumentar a pressão local, facilitando a dilatação das mesmas.

Metafisicamente, as pernas são responsáveis por nos conduzir pela vida; também representam o auto-apoio. A má circulação do sangue nessa parte do corpo, bem como o entupimento das veias das pernas, demonstram que a pessoa se sente limitada e incapaz de executar os seus objetivos.

É insegura e torna-se dependente dos outros. Não flui livremente no presente. Sente-se presa às obrigações ou submissa nos outros, geralmente aos seus parceiros. Em alguns casos, os fracassos do passado servem como bloqueios, que refletem no presente. Retrai-se na execução dos projetos, espelhando-se nas falhas cometidas anteriormente.

As varizes surgem nas pessoas criativas, que têm imaginação fértil e capacidade de melhorar a situação. No entanto, não convertem essas qualidades em recursos práticos. Geralmente, até sabem o que fazer para solucionar os problemas que as afligem, mas não colocam em prática. Ficam restritas às árduas tarefas do cotidiano. Sentem-se sufocadas pela rotina, que absorve o seu tempo e causa profunda desmotivação. Não conseguem sair do ciclo vicioso. Frustram-se por não resolverem as situações complicadas, permanecendo presas às limitações.

Essas pessoas não foram sempre assim. Se levantarmos o histórico de suas vidas, vamos nos surpreender com o dinamismo e a habilidade que elas tinham para superar as  dificuldades. Mobilizavam os seus próprios recursos para driblar os obstáculos.

Não ficavam na dependência dos outros para sanar as suas próprias necessidades. Eram desembaraçadas e habilidosas, saíam à luta para conquistar o que almejavam.

De alguma forma, essas pessoas reprimiram esse potencial realizador, entregaram-se passivamente a um relacionamento ou mesmo se renderam a algum fracasso, no qual se colocaram como derrotados. A partir daí, acovardaram-se diante dos obstáculos da vida. Pode-se dizer que não se recuperaram mais.

O fator mais comum que leva uma pessoa a embutir as suas capacidades é o relacionamento. Não que uma relação afetiva seja nociva, mas para algumas pessoas, lamentavelmente, torna-se um grande mal nas suas vidas.

Infelizmente, há quem não se desenvolve enquanto está vivendo um grande amor. Reprime-se diante da pessoa amada. Quando estabelece uma convivência ou se casa, não se assume perante o outro.

A anulação vem acompanhada da ocultação do potencial criativo. Essas pessoas não conseguem vencer a barreira que foi criada entre elas e o parceiro. Preferem calar-se diante dele, em vez de opinar acerca daquilo que não anda bem.

Elas delegam ao outro o poder de fazê-las felizes, bem como ficam alheias aos investimentos dos recursos financeiros do casal. Esse estado de passividade custa-lhes a liberdade e compromete a felicidade.

Muitas vezes ficam indignadas por não concordarem com alguma manobra financeira que o outro faz; ou mesmo, por não admitirem algum comportamento que o outro tem, mas não  mobilizam para resolver essas questões. Sentem-se inferiorizadas e não vêem possibilidades de participar com igualdade nas questões que dizem respeito ao casal.

As suas sugestões são ignoradas. Geralmente as suas opiniões são recebidas pelo outro com indiferença e até desprezo. Isso acontece como resultado da condição que se colocam perante o parceiro. Não se dão respeito, lamentavelmente são desrespeitadas; não se valorizam, infelizmente são desprezadas.

São essas pessoas que podem apresentar sintomas físicos de varizes. Elas sujeitam-se às condições da convivência ou se rendem aos obstáculos da vida, tornando-se insatisfeitas e frustradas.

A dilatação dos vasos sanguíneos das pernas forma uma leve saliência volumosa, expressando naquele local do corpo seus conteúdos criativos, que não circulam na sua vida, permanecendo estagnados no seu ser.

As pessoas afetadas pelas varizes vivem acomodadas às situações desagradáveis. Não acreditam que são capazes de reagir com sucesso aos desafios da vida afetiva ou profissional. Temem pelo fracasso, por isso, permanecem retraídas. Não se mobilizam para vencer os obstáculos.

Aparentemente, é mais seguro retrair-se e ficar alheio ao que se passa ao redor; no entanto, isso causa profunda frustração. A passividade é desfavorável à realização pessoal.

Agilizar o potencial criativo a seu favor, buscando novas maneiras de atuar na vida, é um importante passo para a conquista do sucesso afetivo ou financeiro.

Para reverter esse quadro, é necessário que a pessoa reaja na vida de forma mais participativa, que se assuma perante os outros tome partido nas situações. É preciso dedicar-se a melhorar aquilo que não é agradável na realidade.

Volte a ser aquela pessoa dinâmica, corajosa e destemida, que não se rendia diante dos desafios. Quando se via acuada, mobilizava os seus recursos para sanar as complicações e conquistar os objetivos.

(…)

Essa reformulação interior mantém a integridade e a dignidade. É uma atitude promissora para os negócios e necessária na conquista da felicidade afetiva. Além disso, também ajuda reatar ou manter a saúde das veias das pernas.

Fonte: Metafísica da Saúde vol. 2 Sistemas Circulatório, Urinário e Reprodutor (Adaptado)

Composto e postado por Ângela Barnabé

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