Trevo-dos-prados (Trifolium pratense L.) – Peitoral e digestivo

A mancha branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta planta deveria ser boa para tratar as cataratas. Dioscórides (século I d.C.) dizia que o sumo do trevo misturado com mel «resolve as nuvens, manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista”. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações.


Propriedades e Indicações:

Contém taninos, glicósidos, ácidos orgânicos e pigmentos.

Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites, tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia, gastrite, falta de apetite) (1).

Não está demonstrado que seja útil contra as cataratas.

Externamente, usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele (2).


Preparação e emprego

Uso interno

1-Decocção durante 10 minutos, de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água, da qual se tomam até 5 chávenas por dia.

Uso externo

2-Compressas e banhos com a mesma decocção, porém mais concentrada.


Outros nomes: trevo, trevo-violeta. Esp.: trébol común, trebol rojo, trébol colorado, trébol violeta, trébol violado, trébol de los prados. Fr.: tréfle [commun], tràfle rouge, tràfle des prés. Ing.: wild clover, red clover.

Habitat: Prados e pastos húmidos, especialmente de solo calcário, da Europa e da América do Norte.

Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas, que atinge até 50 cm de altura. As folhas são divididas em três folíolos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior. Os capítulos florais são de um tom vermelho-violáceo.

Partes utilizadas: As flores e as folhas.


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

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