Manjerona (Origanum majorana L.) – Sedante e digestiva

A manjerona não cresce espontaneamente na Europa Ocidental, e parece que terá sido divulgada pelos Cruzados, na Idade Média.

Pela sua semelhança com o orégão, que existe em estado silvestre na Europa, também se lhe deu, nalguns lugares, o nome de orégão ou orégãos. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona como condimento e como remédio. Actualmente continua a ser uma planta muito apreciada em fitoterapia.

Propriedades e Indicações:

 Os princípios activos da manjerona residem na sua essência, rica em substâncias como o terpineol. Esta essência possui as seguintes propriedades:

Antiespasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo), os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas (1,2).

Sedativa: Recomendada para combater a excitação psíquica, o nervosismo e a insónia. É um bom remédio contra a ansiedade (1,2).

Hipotensora: Diminui o tono do sistema nervoso simpático, responsável pela contracção das artérias e, além disso, também é diurética (1,2).

Expectorante e peitoral (1,2)

Anti-reumática: Aplicada externamente, a essência acalma as dores reumáticas e as contracturas musculares. Em fricções (3), ou na água do banho, tem efeito tonificante (4).

Preparação e emprego

Uso interno

1-Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia.

2-Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas, 3 vezes ao dia.

Uso externo

3-Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool.

4-Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho, obtém-se um notável efeito anti-reumático.

Sinonímia científica: Majorana hortensis Moench.

Outros nomes: majarona, orégãos. BrasiIl: manjerona-hortensis, manjerona- inglesa, manjerona-verdadeira, amaracus, flor-de-himeneu, orégão-vulgar. Esp.: mejorana, mejorana dulce, mayorana, orégano [indígena], almoradijo, amáraco, sampsuco, sarilla. Fr.: marjolaine. Ing.: marjoram.

Habitat: Oriunda do Próximo Oriente, o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. Também se cultiva em alguns países americanos. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal.

Descrição: Planta vivaz, da família das Labiadas, que atinge de 15 a 40 cm de altura. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa, e crescem agrupadas na extremidade dos caules. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã.

Partes utilizadas: as sumidades floridas.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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