Lúcia-lima (Lippia triphylla Kuntze) – Aromática, estomacal e sedativa

A lúcia-lima é outro dos grandes presentes da flora do Novo Mundo, juntamente com o tomate, a batata e muitas outras plantas. É cultivada na Europa desde o século XVIII.

Há quem a confunda com a verbena, mas trata-se de plantas diferentes, pertencentes até a famílias botânicas distintas.


Propriedades e Indicações:

Toda a planta, e sobretudo as folhas, é rica num óleo essencial composto por mais de cem substâncias, entre as quais o citral, o limoneno e o cariofiIeno. Esta essência confere-lhe propriedades digestivas, antiespasmódicas e carminativas (favorece a expulsão de gases do aparelho digestivo).

A lúcia-lima é indicada nos seguintes casos:

Transtornos digestivos: dispepsias agudas (enfartamento ou indigestão) e crónicas (digestões pesadas), e flatulências (1).

Dores menstruais (dismenorreia), cólicas biliares e renais, pela sua acção antiespasmódica (1).

-Indicada também em diferentes tipos de alterações nervosas, especialmente em caso de ansiedade (1), já que em muitos casos consegue dar melhores resultados do que alguns tranquilizantes químicos, com a vantagem de não ter os efeitos secundários desses fármacos.


Preparação e Emprego

Uso Interno

1-Infusão com uns 30 g de folhas por cada litro de água. Tomar uma chávena bem quente depois de cada refeição. Tem um sabor muito agradável.


Sinonímia científica: Lippia citriodora L., Aloysia citriodora L.

Outros nomes: bela-luísa, cidrila, doce-lima, erva-luísa, limonete, verbena. Brasil: erva-cidreira. Esp.: hierba-luisa, [reina] luisa, cidrón, cedrón, cedroncillo, hierba de la primavera, verbena olorosa. Fr.: verveine odorante [verveine], citronelle. Ing.: herb louise, lemon verbena.

Habitat: Originária do Peru e do Chile, mas aclimatada na Europa, onde se cultiva como planta ornamental e aromática. Em Portugal cultiva-se sobretudo a variedade Lippia citriodora L.

Descrição: Pequeno arbusto da família das Verbenáceas, que atinge até 2 m de altura. As folhas são lanceoladas e rugosas, e exalam um intenso aroma a limão quando são esmagadas. As flores são de cor violeta pálida ou lilás e crescem em ramalhetes.

Partes utilizadas: As folhas.


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

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