labaça

Labaça (Rumex patientia L.) – Laxante e depurativa

Esta planta pertence ao mesmo género botânico da labaça-crespa (Rumex crispus L.), de propriedades muito semelhantes, e das azedas (Rumex acetosa L.), de que se diferencia por não ter um gosto ácido, mas sim amargo.

Todas elas se usaram como verdura na Idade Média e em épocas de escassez de alimentos.

Propriedades e Indicações:

Toda a planta contém em abundância ferro e fósforo, taninos, e glicósidos activos sobre os aparelhos digestivo e renal. A sua raiz foi usada como laxante seguro, embora actue tão lentamente que é necessário esperar várias semanas para se notar o efeito. Daí o nome de paciência. É antianémica (pelo seu conteúdo em ferro), depurativa e algo diurética.

O seu uso é indicado nos casos de prisão de ventre rebelde, nas curas depurativas de Primavera, nos eczemas, na atonia do aparelho digestivo e nas anemias por falta de ferro (1,2,3).

Aplicadas externamente, as folhas e a raiz da labaça esmagadas têm efeito cicatrizante sobre úlceras e chagas da pele (4).

Preparação e emprego

Uso interno

1-As folhas comem-se como verdura.

2-Infusão com 30 g de folhas e/ou raiz seca triturada por litro de água, de que se tomam 2 ou 3 chávenas diárias.

3- Sumo fresco das folhas: um copo por dia.

Uso externo

4-Cataplasmas de folhas e raiz esmagadas, que se aplicam sobre úlcera e chagas.

Outros nomes : paciência-dos-jardins. Esp.: romaza, romaza-común, [romaza] paciencia, acedera vejigosa, espinaca sin aroma. Fr.: patience [commune]. Ing.: sorrel, patience dock, spinach dock.

Habitat: Bermas dos caminhos e terrenos sombrios de regiões da Europa Central e Meridional. Encontra-se em quase todo o território continental português, sendo muito frequente nas searas. Naturalizada no continente americano.

Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge 0,5-1 m de altura. O caule e as grandes folhas têm as nervuras avermelhadas. Tem cheiro acre e sabor amargo.

Partes utilizadas: as folhas e a raiz seca.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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