Hera-terrestre (Glechoma hederacea L.) – Expectorante e vulnerária

A hera-terrestre tem sido utilizada como planta medicinal desde a idade Média. Santa Hildegarda, abadessa beneditina alemã do século XVII, já a recomendava contra as afecções pulmonares.

Propriedades e Indicações:

Toda a planta contém um princípio amargo, colinas, ácidos fenólicos e tanino. Possui propriedades expectorantes e peitorais. O seu uso por via interna é adequado nos casos de catarros brônquicos e bronquite crónica, para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o aparelho respiratório (1,2). Também dá bons resultados na asma brônquica.

Externamente, usa-se como vulnerária, para o tratamento de feridas e hemorróidas (3).

Preparação e emprego

Uso interno

1-Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água, da qual se tomam 3-4 chávenas diárias, quentes e adoçadas com mel.

2-Sumo fresco da planta: uma colherada, 3 vezes ao dia.

Uso externo

3-Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água, que se aplicam sobre feridas e hemorróidas.

Outros nomes: erva-de-são-joão, malvela, sanguina, erva-terrestre. Esp.: hiedra terrestre, sapatitos de la Virgen, hierba de San Juan, madrona. Fr.: lierre terrestre. Ing.: ground ivy.

Habitat: Terrenos húmidos, prados e bosques claros da Europa e América. Espontânea na parte norte de Portugal (Trás-os-Montes, Minho e Beiras).

Descrição: Planta vivaz, da família das Labiadas, que produz caules rasteiros. Os ramos podem atingir 25 cm de altura. As flores são de cor violeta, rosa ou branca.

Partes utilizadas: As sumidades floridas.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé