Guaiaco (Guaiacum  officinale L.) – Balsâmico e depurativo

A madeira desta bela árvore, aromática, cor de limão e muito dura, chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. A partir do século XVI, começou-se a exportá-la para a Europa, onde era conhecida como a “madeira da vida”. Até fins do século XIX, considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e até mesmo a sífilis. Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades.

Propriedades e Indicações:

A madeira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol. Contém, além disso, saponinas, goma e um óleo essencial. Estes  componentes conferem-lhe as seguintes propriedades (1,2):

Balsâmica e expectorante, indicado em todo o tipo de afecções respiratórias.

Diurética, sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo, artritismo e gota, pois atua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos, pelo seu efeito depurativo.

Continua a usar-se popularmente na América Central, contra a sífilis, apesar de a sua eficácia nesse sentido não ter podido ser demonstrada.

Preparação e emprego

Uso interno

1-Decocção com 50 g de madeira triturada, por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos, e tomar de 3 a 5 chávenas diárias.

2-Preparados farmacêuticos, elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo, o gaiacol.

Outros nomes: gaiaco. Esp.: guayaco, guayacán [verdadero]. Fr.: gaiac. Ing.: guaiac, lignum vitae tree.

Habitat: Oriundo da América Central encontra-se especialmente no Sul do México, Antilhas, Colômbia e Venezuela.

Descrição: Árvore de folha perene, da família das Zigofiláceas, que atinge até 10m de altura. A sua madeira é muito escura, pesada e resinosa. As folhas são compostas, com dois ou três pares de folíolos, e as flores pequenas e de cor azulada.

Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

 

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