Gilbarbeira (Ruscus aculeatus L.)  – Favorece a circulação venosa

As verdadeiras folhas desta planta, conhecida já dos antigos Gregos, são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule. O que parecem folhas, são, na realidade, pseudofolhas, conhecidas botanicamente como filocládios. Sobre estes crescem a flor e o fruto.

Propriedades e Indicações:

A raiz e o rizoma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de ação vasoconstritora e anti-inflamatória  (ruscogeninas), assim como rutina de ação protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina P). A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior ação tónica sobre as veias. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos.

As sua aplicações são as seguintes:

Afeções venosas: varizes, flebites, pernas pesadas, edemas (retenção de líquidos), hemorróidas (1,3). Pelo efeito dos seus princípios ativos, melhora a circulação no sistema venoso e fortalece as paredes dos capilares, diminuindo a exsudação de líquidos para os tecidos. O seu efeito diurético contribui para acentuar a sua ação benéfica sobre a circulação venosa.

Gota, artritismo e litíase renal, pela sua ação depurativa (1). Favorece a eliminação de ácido úrico, e aumenta o suor, o que também contribui para o seu efeito depurativo no sangue.

-Externamente, aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite, graças ao seu efeito tonificante sobre os tecidos (2,3).

Preparação e Emprego:

Uso interno

1-Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água, durante 10 minutos. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia.

Uso externo

2-Loção: Com a mesma decocção de uso interno.

3-Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afetada.

Outros nomes: gilbardeira, gibalbeira, erva-dos-vasculhos, azevinho-menor.

Esp.: rusco, brusco, arrayán salvaje. Fr.: fragon, petit houx. Ing.: butcher’s broom, kneeholly.

Habitat: Terrenos calcários e bosques, especialmente de faias e azinheiras, de toda a Europa Central e Meridional.

Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas, com caule erecto de meio a um metro de altura. O fruto é uma baga vermelha.

Partes utlizadas: o rizoma e a raiz.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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