Galeopse

Galeopse (Galeopsis dubia Leers) – Expectorante e antianémica

Difundidas pela Europa e América, existem várias espécies de galeopse, tendo todas em comum as suas flores bilabiadas, que lembram a boca de uma doninha (gale, em grego).

No século XIX, quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas, a galeopse adquiriu fama de planta antituberculosa. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral, mas não tem efeito curativo sobre essa doença.

Propriedades e Indicações:

Toda a planta é muito rica em silício, e contém também saponinas e taninos. Possui as seguintes propriedades:

-Mucolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviar a congestão dos brônquios e a tosse.

Antianémica: A galeopse utilizou-se com êxito para aumentar a produção de glóbulos vermelhos, possivelmente devido afazer aumentar a absorção de ferro.

Antidegenerativa: Devido ao seu conteúdo em silício, é indicada nas rugas e estrias da pele, e nos casos de artrose, osteoporose e arteriosclerose; todos eles processos em que existe degenerescência das fibras do tecido conjuntivo.

Preparação e emprego

Uso interno

1-lnfusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias.

Sinonímia científica: Galeopsis tetrahit L. Outros nomes: Esp.: galeopsis, galeópside, hierba santa, ortiga real. Fr.: galéopsis, ortie royale. Ing.: hemp [dead] nettle.

Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. Naturalizada no continente americano.

Descrição: Planta anual, da família das Labiadas, que atinge de 1 5 a 70 cm de altura. O caule e as folhas são pubescentes, e as flores são amarelas ou rosadas, com cálice pungente.

Partes utilizadas: a planta inteira, seca.

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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