douradinha
Douradinha (Ceterach officinarum Lam.) – Antitússica e diurética

Dioscórides já mencionou esta planta no século I d.C., com o nome de scolopendrio, devido à semelhança das folhas com a escolopendra, pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das rochas. Galeno chamou-lhe splenio, porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego).

É utilizada desde tempos muito antigos e, embora não seja uma planta que se distinga pelas suas propriedades, continua a ser útil ainda na actualidade.

Propriedades e Indicações:

Contém tanino e ácidos orgânicos. Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a tosse das bronquites agudas e catarros brônquicos, pois tem propriedades béquicas, peitorais e antitússicas (1). Não é tão activa como a avenca,  um outro feto. Também é diurética e sudorífica.

Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias, pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal (1).

Preparação e Emprego

1-Decocção com 30 g de frondes por litro de água. Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia. No caso de afecções bronco-pulmonares, toma-se bem quente e adoçada com mel.

Outros nomes: ceteraque. Esp.: doradilla, ceteraque, flor de pedra. Fr.: cétérach officinal, doradille. Ing.: rusty back.

Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental. Aclimatada na América.

Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas, que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. A raiz é fibrosa e de cor negra.

Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto).

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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