Buglossa (Anchusa azurea Miller) – Suaviza e embeleza a pele

Da raiz desta planta extrai-se uma tintura vermelha, que é um dos cosméticos mais antigos que se conhecem. O seu nome ancusa, derivado do grego, significa ‘pintar’ ou ‘tingir’. Galeno já a recomendava para a maquilhagem feminina, pois, aplicada no rosto, proporciona à pele um saudável tom rosado. Este uso está hoje fora de moda.


Propriedades e Indicações:

Toda a planta contém mucilagem, tanino, colina, pequenas quantidades de alantoína (cicatrizante) e de alcalóides.

As flores usam-se como sudorífico e diurético (1). Também possuem uma acção expectorante, devida ao seu conteúdo em mucilagem.

O sumo fresco das folhas e das flores aplica-se como emoliente (acalma a inflamação da pele e das mucosas), em virtude do seu conteúdo em alantoína e mucilagem (2).


Preparação e emprego

Uso interno

1-Infusão de folhas e flores, na proporção de 30 g por litro de água.

Uso externo

2-Compressas de sumo fresco de folhas e flores, aplicadas sobre a zona afectada.


Outros nomes: língua-de-vaca, borragem-bastarda. erva-do-fígado, ancusa. Esp.: buglosa, ancusa, lengua de vaca, lenguaza. argamula, chupamieles, hierba melera, raíz de fuego. Fr.: buglosse, langue-de-boeuf. Ing.: bugloss, large blue alkanei.

Habitat: Campos baldios do Sul da Europa, de preferência solos calcários. Também se pode encontrar entre searas, vinhas e olivais. Conhecida nas Américas Central e do Sul.

Descrição: Planta bienal da família das Boragináceas, de 3 a 80 cm de altura. Tem o caule e as folhas rodeados de pêlos rígidos. O nome “língua-de-vaca” alude à forma e à textura das folhas. As flores são azuladas

Partes utilizadas: as flores e as folhas


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2,  de Jorge D. Pamplona Roger