Alquequenje

Alquequenje (Physalis alkekengi L.) – Eficaz contra os cálculos renais

As bagas vermelhas do alquequenge são de um requintado sabor agridoce, e há quem as conserve em doce ou em vinagre. Nalguns lugares faz-se fermentar o vinho com elas, com a finalidade de o dotar de pretendidas propriedades medicinais.

Pois bem, é muito melhor comer directamente as bagas desta planta, sem necessidade de misturá-las com vinho.

Propriedades e Indicações:

As bagas são muito ricas em vitamina C (mais que o limão), assim como em ácidos orgânicos (cítrico e málico), caroteno (provitamina A), fisalieno (corante vermelho), e apresentam indícios de alcalóides. Têm propriedades diuréticas, depurativas e uricosúricas (aumentam a eliminação de ácido úrico). São um bom remédio para quem sofra de:

Litíase urinária: Favorecem a dissolução dos cálculos de sais úricos e a eliminação de areias (1,2). Impedem que os sedimentos urinários se precipitem para formar novos cálculos.

Gota e artrite úrica: Facilitam a eliminação do ácido úrico (acção uricosúrica) (1,2).

Preparação e emprego

Uso interno

1-Bagas frescas ou secas, à razão de 10 a 20 pela manhã, outras tantas ao meio-dia.

2-Decocção de 50 a 100 g de bagas por litro de água, de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia.

Outros nomes: erva-noiva, cerejas-de-judeu. Esp.: alquequenje, capulí, halicabalo, alicabi, vejiga de perro, solano vejigoso, farolillo, tomatillo inglés. Fr.: alkékenge, coqueret [officinal]. Ing.: alkekengy, winter cherry.

Habitat: Cresce na Europa Central e Meridional, assim como em regiões temperadas da América Central e do Sul. É pouco frequente, e prefere a vizinhança das vinhas e dos bosques.

Descrição: Planta da família das Solanáceas, que pode atingir um metro de altura. O seu fruto é uma baga de cor alaranjada ou vermelha, do tamanho de uma cereja, encerrada num cálice vermelho-escarlate que se dilata formando uma espécie de balão, a que vulgarmente se chama “capucho”.

Partes utilizadas: Os frutos (bagas).

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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