Abeto-branco (Abies alba Miller) – Excelente para bronquíticos e reumáticos

ESTA magnífica árvore, bem poderia atribuir-se o título de “decano dos bosques”. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico, mas também pela sua extraordinária longevidade, já que pode chegar a viver até 800 anos. Durante todo esse tempo, o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina, que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam.

Actualmente, tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro, possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes, a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática, até, do que a do pinheiro.

A resina do abeto, ou terebintina, acumula-se durante a Primavera, debaixo da casca e nas gemas. Quando se pratica uma incisão na casca, brota então com a fluidez de um óleo, cujo cheiro faz lembrar o do limão, mas de sabor amargo. Esta resina pode-se destilar, com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás.


Precauções: A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina, ou da sua essência, pode produzir irritação do sistema nervoso central, especialmente nas crianças.


Propriedades e Indicações:

Toda a planta contém tanino, óleo essencial, terebintina, e provitamina A. A terebintina, é uma oleorresina que, aplicada externamente, possui as seguintes propriedades:

Balsâmica, anti-séptica e expectorante: Por isso é muito indicada nas das vias respiratórias: sinusite, traqueíte, bronquite, pneumonia e asma. Facilita a expulsão das mucosidades e regenera a mucosa que reveste vias respiratórias (3).

Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos), anti-reumática e vulnerária (sara as feridas e as contusões). Alivia as dores reumáticas, a ciática, o lumbago e o torcicolo. Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse, assim como as contusões e dores musculares em geral. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele (3).

Ingerida por via oral (1,2), a terebintina do abeto, ou a sua essência, actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. Além do mais, é diurética, anti-séptica urinária, e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias.


Abeto-do-canadá

Na América do Node cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L.)*,- de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco, pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas.

Além disso, o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório, pelas suas características ópticas especiais.

*Esp.: abeto del Canadá.


Preparação e emprego

Uso interno

1-Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água, de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina, especialmente durante a Primavera.

2-Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas, três vezes ao dia.

Uso externo

3-Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos), fricções, banhos de vapor ou inalações.


Sinonímia científica: Abies pectinata Lam.

Outros nomes: abeto-pectinado, pinheiro-alvar. Esp.: abeto blanco, abete. Fr.: sapin blanc, sapin pectiné. lng,: fir, silver fir.

Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. Na América existem espécies similares.

Descrição: Árvore da família das Pináceas, que chega a atingir 50 m de altura. O seu tronco cresce aprumado, com uma casca lisa e acinzentada. Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura, que, à medida que amadurecem, vão libertando os pinhões e as escamas. O seu aroma faz lembrar o do limão; o seu sabor é um pouco acre.

Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina).


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1,  de Jorge D. Pamplona Roger

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