Aqui vão os pormenores sobre as ervas que posso dizer sem reserva alguma que produzem os melhores resultados em casos de hipertrofia da próstata.

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra)

O alcaçuz contém um composto que evita a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona. Se o leitor tomar o alcaçuz em doses muito elevadas durante muito tempo, este pode provocar-lhe dores de cabeça, letargia, retenção de sódio e de líquidos, perda excessiva de potássio e hipertensão arterial. Na literatura médica mundial, encontram-se documentados vinte e cinco casos com estes efeitos, e as pessoas que foram afectadas ingeriam diariamente de 56 g a 112 g de caramelos de alcaçuz durante anos. Duvido que o extrato de alcaçuz na minha «Pasta para a próstata» provoque algum dano. Pessoalmente, não experimentei nenhum sintoma. Mas se o leitor experimentar o preparado à base de ervas para o tratamento da HBP, deve estar alertado para qualquer destes sintomas e reduzir drasticamente a ingestão de alcaçuz se lhe aparecer algum deles.

Abóbora (Cucurbita pepo)

As sementes de abóbora foram o tratamento tradicional da HBP na Bulgária, na Turquia e na Ucrânia. O que se recomendava era um punhado de sementes por dia a partir do momento em que a pessoa atingia a idade adulta. O óleo gordo das sementes de abóbora é um diurético potente, um elemento que levou a que alguns negativistas afirmassem que qualquer aumento do fluxo de urina não tem nada a ver com o alívio da HBP. Todavia, as sementes de abóbora também contêm substâncias químicas chamadas cucurbitacinas que parecem prevenir alguma da transformação da testosterona em di-hidrotestosterona. Por outro lado, as sementes de abóbora podem conter até 8 mg de zinco por cada porção de meia chávena. Os naturopatas Dr. Joseph Pizzomo, presidente da Universidade Bastyr em Seattle, e Dr. Michael Murray, co-autores de A Textbook of Natural Medicine, sugerem a toma diária de 60 mg de zinco para o tratamento da HBP. (Isto é muito mais do que a Dose Diária e, portanto, consulte um médico antes de começar a tomar uma tal quantidade de zinco.) Está demonstrado que o zinco reduz o tamanho da próstata, supostamente por inibir os processos de conversão mencionados anteriormente. As sementes de abóbora também possuem altas taxas de certos aminoácidos – alanina, glicina e ácido glutâmico. O Dr. Murray e o Dr. Pizzomo informam que, num estudo com quarenta e cinco homens aos quais foram administrados diariamente suplementos desses aminoácidos (200 mg de cada um deles), os sintomas da HBP foram aliviados significativamente. Uma ração de meia chávena de sementes de abóbora pode conter 1150 mg-1245 mg de alanina, 1800 mg-1930 mg e glicina, e 4315 mg-4625 mg de ácido glutâmico. Estas quantidades representam entre cinco a vinte vezes a quantidade diária recomendada por médicos. Por todas estas razões, e também pelo seu bom sabor, eu ponho bastantes sementes de abóbora na minha “Pasta para a próstata”. Há algumas outras sementes que contêm estes aminoácidos benéficos. As sementes de abóbora-búfalo contêm abundantes quantidades destes três aminoácidos: o amendoim e as sementes de gergelim (sésamo) têm elevados teores de glicina, e a amêndoa e o amendoim são ricos em ácido glutâmico.

Palmeira-anã (Serenoa repens)

Pouco depois da aprovação do **** pela FDA, a agência proibiu todos os fármacos vendidos sem receita médica para o tratamento da HBP. A proibição foi imposta por duas razões, segundo o Dr. Varro Tyler, decano e professor emérito de Farmacognose (estudos farmacêuticos dos produtos naturais) na Universidade Purdue, em West Lafayette, Indiana. Primeiro, a FDA disse que não se apresentara nenhuma prova credível que demonstrasse que algum dos produtos vendidos sem receita médica era eficaz. Segundo, a agência considerou que as pessoas que decidissem utilizar os remédios sem receita médica podiam demorar a procurar tratamento médico adequado e, entretanto, o seu estado iria piorando. «O que a FDA ignorou, disse o Dr. Tyler, foram as provas de que na Europa ocidental se demonstrou que certas fitomedicinas (medicinas baseadas nas plantas) são eficazes no tratamento da BHP e que as pessoas que as utilizaram experimentam um aumento apreciável do seu nível de comodidade. Talvez  a erva mais popular entre elas seja a palmeira-anã […] Os efeitos benéficos incluem o aumento do fluxo urinário, a diminuição da urina residual e diminuição da frequência com que se urina.”

A palmeira-anã é uma pequena palmeira que cresce no sudoeste dos Estados Unidos e, particularmente, na Florida, em redor das Everglades. Os índios semínolas comiam as sementes da palmeira-anã como alimento; talvez tivessem observado que ajudava nos problemas urinários. Os brancos americanos adoptaram estas sementes como diurético que ajudava a expulsar o excesso de líquido do corpo, e com o tempo começaram a utilizá-las para o tratamento da HBP. A palmeira-anã funciona porque contém um composto que inibe a acção da enzima (chamada alfa-redutase-5-testosterona) que converte a testosterona em di-hidrotestosterona. (…) Todavia, a palmeira-anã, realiza esta função de uma maneira diferente, que é, ao que parece, mais eficaz. Até à data, uma meia dúzia de estudos bem realizados demonstraram a eficácia da palmeira-anã. Numa prova clínica com mais de dois mil alemães com HBP, uma dose diária de 1 g-2 g de sementes de palmeira-anã (ou 320 mg de hexano, o extracto desta planta), produziu um alívio substancial dos sintomas desta enfermidade.

 “Munjimbe-ndende” (Pygeum africanum)

Num estudo, investigadores  alemães administraram munjimbe-ndende ou um placebo a duzentos e cinquenta homens com a HBP. No grupo que recebeu o placebo, 31% informou que experimentara melhoras, uma média de resposta normal para o uso do placebo. No grupo que tomou o munjimbe-ndende 66% informou que experimentara melhoras. A dose que se recomenda é de 50 mg de extracto de casca de munjimbe-ndende duas vezes por dia. Dependendo do método e da concentração do extracto, isto pode representar 1 g ou 1 kg de casca. Embora estejam disponíveis nas lojas de produtos naturais, estes extractos são feitos de uma espécie que poderá estar em perigo de extinção, devido ao facto de estar a ser colhida em demasia. Portanto, talvez o leitor queira experimentar as outras alternativas mencionadas neste capítulo antes de utilizar esta.

Urtiga (Urtica dioica)

De acordo com os resultados de outros estudos, os extractos da raiz da urtiga têm servido para tratar com êxito a HBP. Os investigadores administraram diariamente umas quantas colherzinhas a sessenta e sete homens com mais de 60 anos de idade que padeciam de HBP e descobriram que a erva lhes reduziu significativamente a necessidade de se levantarem durante a noite para urinar. Aparentemente, a erva possui alguns efeitos inibidores da tal mencionada conversão de testosterona. Os ervanários médicos alemães recomendam de duas a três colherzinhas diárias de extracto para tratamento da HBP.

Pasta para a próstata

Se gosta de manteiga de amendoim e de bolachas e pensa que poderia comê-las diariamente como aperitivo, então poderá desfrutar desta “medicina” para a hipertrofia benigna da próstata (HBP). Os três ingredientes desta pasta são as sementes de abóbora, a palmeira-anã e o alcaçuz, que demonstraram a sua eficácia na prevenção e no alívio da HBP. Para preparar a pasta, coloque aproximadamente meia chávena de sementes de abóbora frescas num liquidificador. Abra uma cápsula de palmeira-anã e junte umas quantas sementes, depois acrescente umas quantas gotas de extracto de alcaçuz e processe a mistura até que se forme uma pasta suave. (Pode acrescentar algumas gotas de óleo de castanha-do-maranhão se quiser tornar a pasta um pouco mais fácil de barrar.) Todos estes ingredientes podem ser adquiridos na maioria das lojas de produtos naturais. Utilize a pasta para a próstata como a manteiga de amendoim, comendo diariamente um par de colherzinhas. Pode barrar com ela as bolachas ou o pão, se o preferir, ou experimente-a com um pouco de geleia. Já que é melhor que os ingredientes estejam frescos, não faça muita pasta de uma só vez. Prepare apenas o suficiente para um par de dias.

Fonte: Farmácia Verde, de James A. Duke (adaptado)

Composto e postado por Ângela Barnabé

 

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