Na realidade, existem bastantes plantas, incluindo a trepadeira-da-mulher-índia, que podem ajudar a aliviar as dores menstruais.

Pilriteiro-negro (Viburnum prunifulium)

Durante o século XIX, esta planta foi reconhecida como um tratamento para as dores menstruais na maioria dos livros de referência farmacológica. A casca contém pelo menos quatro substâncias que ajudam ao relaxamento do útero. Duas delas (a esculetina e a escopoletina) também ajudam a aliviar os espasmos musculares. Com tanta tradição e ciência a recomendá-lo, o pilriteiro-negro seria um dos primeiros remédios que eu sugeriria à minha filha se ela tivesse dores menstruais.

Angélica-da-china (Angelica sinensis)

Também conhecida por dang-quai, a angélica-da-china é uma das ervas mais usadas na medicina tradicional chinesa. Consideram-na um tónico feminino, especialmente boa para as dores menstruais, e os especialistas em medicina oriental recomendam-na muito.

Framboeseiro (Rubus idaeus)

Muitas ervanárias que respeito recomendam o chá de folhas de framboeseiro para aliviar as dores menstruais. Um estudo realizado mostrou que esta planta ajuda a relaxar o útero. É também popular por diminuir a irritabilidade uterina associada à gravidez. Os investigadores não sabem qual é o composto activo do framboeseiro, mas especulam que possa ser o Pycnogenol (uma procianidina oligomérica oa OPC, segundo a sigla em inglês). Parece-me que faz sentido. Num estudo realizado, a ingestão de 200 mg de OPC por dia, durante dois períodos, eliminou ou aliviou de forma significativa as dores menstruais e/ou a síndroma pré-menstrual em cerca de 50% a 60% das mulheres que o tomaram. Entre as mulheres que tomaram OPC durante quatro períodos, o número das que obtiveram benefícios foi ainda maior: de 66% a 80%. Pode comprar-se a OPC pura na forma de Pycnogenol, mas é um suplemento caro. Em vez dele, sugiro-lhe que experimente o chá de folhas de framboeseiro.

Mirtilo (Vaccinium myrtillus)

O mirtilo contém substâncias químicas chamadas antocianidinas, as quais possuem propriedades relaxantes dos músculos, e também contém a OPC. Para as dores menstruais, alguns ervanários sugerem de 20 mg a 40 mg de extracto de mirtilo três vezes por dia. Se não conseguir encontrar os extractos, experimente meia chávena de chá.

Árvore-da-castidade (Vitex agnus-castus)

Os pequenos frutos desta planta têm sido usados nos transtornos menstruais desde a época greco-romana. Estou convencido de que a árvore-da-castidade é eficaz.

Gengibre (Zingiber officinale)

Os médicos eclécticos – médicos de finais do século passado que combinavam os remédios naturais com a medicina convencional – receitavam o gengibre para tratar as menstruações dolorosas. Numa variedade de culturas, desde a Venezuela ao Vietname, também se usa esta planta para induzir a menstruação. Como contém pelo menos seis substâncias contra os espasmos, o chá de gengibre é um remédio seguro para as dores menstruais.

Kava kava” (Piper methysticum)

A planta kava kava contém duas substância químicas que aliviam a dor, as quais são tão eficazes como a aspirina, de acordo com o farmacognosista (farmacêutico de produtos naturais) Dr. Albert Leung e o ervanário do Arkansas Steven Foster, autores do livro The Encyclopedia of Common Natural Ingredients. Embora a kava kava tenha sido descrita como narcótica e hipnótica, não é nem alucinogénia nem estupefaciente. Acresce que, de acordo com os doutores Leung e Foster, não cria habituação nem dependência. Alguns europeus usam extractos de kava kava devido aos seus efeitos relaxantes e ansiolíticos. Dado que a planta também ajuda a descontrair o útero, usa-se para tratar as dores menstruais.

Trevo-dos-prados (Trifolium pratense)

O trevo-dos-prados é rico em fitoestrogénios, substâncias químicas das plantas que actuam no organismo da mesma maneira que a hormona feminina estrogénio. Os ervanários acreditam que os fitoestrogénios ajudam a minimizar as dores menstruais ao equilibrar melhor os níveis hormonais do organismo. Um fitoestrogénio que se encontra no trevo-dos-prados é o composto formononetina. Embora se soubesse que a “enfermidade do trevo” causava esterilidade nas ovelhas que nele pastavam, a leitora não chegará a tomar trevo em quantidade suficiente para que este efeito chegue a preocupá-la, nem sequer remotamente. Faça um chá com o trevo-dos-prados, e talvez este possa ajudar a aliviar-lhe as dores.

Trepadeira-da-mulher-índia (Mitchela repens)

As mulheres cherokee costumavam tomar habitualmente a trepadeira-da-mulher-índia para as “dores do período”, de acordo com o Dr. Daniel Moerman, professor de Antropologia da Universidade do Michigão e autor de alguns excelentes livros sobre o uso das plantas medicinais pelos Índios norte-americanos. Também costumavam aliviar as dores de parto e tratar os mamilos chagados pela amamentação. As tribos Oklahoma, Delaware, Iroquesa e Menominee usavam esta planta de maneira semelhante. Os ervanários de hoje recomendam-na em geral (juntamente com o framboeseiro) para o mal-estar da gravidez. A leitora pode experimentar a utilização desta planta como o faziam os Cherokees, isto é, para aliviar as dores menstruais.

Morangueiro (Fragaria, várias espécies)

Tal como a framboeseiro, as folhas de morangueiro podem ajudar a aliviar as dores menstruais, de acordo com a Comissão E. Alemã da Alemanha, o grupo de cientistas que assessora o Governo alemão sobre o uso das plantas medicinais. A Comissão destaca também que não se verificou este efeito nesta planta. Mas eu refiro o morangueiro porque existe um montão de boas razões para o tomar, para além da sua reputação de aliviar as dores menstruais. As folhas são ricas em vitaminas e minerais, e além disso contêm ácido elágico, um preventivo do cancro altamente celebrado. O chá de folhas de morangueiro pode ser benéfico para quase todos os casos de deficiência em vitaminas ou minerais. Uma advertência, contudo: não tome o chá de folhas de morangueiro se for alérgica ao morango.

Mil-em-rama/Milefólio/Aquileia (Achillea millefolium)

A mil-em-rama é útil para aliviar as dores menstruais, de acordo com a Comissão E. Alemã. Esta aprovação não me surpreende, dado que a mil-em-rama contém uma quantidade de substâncias antiespasmódicas.

Fonte: Farmácia Verde, de James A. Duke (adaptado)

Composto e postado por Ângela Barnabé

 

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