“Este processo consiste em deitar água quebrada da fervura sobre os ingredientes previamente colocados no bule, deixando-os em contacto de 5 a 7 minutos, a fim de se extrair as suas substâncias essenciais. Emprega-se esta modalidade quando as partes das plantas a usar têm uma textura delicada, tais como folhas, pétalas de flores e inflorescências no estado seco.

Quando secas, mesmo com uma textura muito fina, é necessária a acção do calor para se extraírem os seus componentes, embora os princípios activos mais sensíveis possam sofrer saturação, como se comprova pelas alterações da cor, do aroma e do sabor.


Modo de preparação:

Para ferver a água utiliza-se uma cafeteira de aço inoxidável de boa qualidade, para evitar que seja atacada pelos componentes das plantas. É preferível ter fundo grosso e tampa bem ajustada, de modo a manter a ebulição suave e constante, durante 5 minutos no mínimo. Em seguida, apaga-se o lume e aguarda-se de 1 a 3 minutos para baixar a temperatura. Entretanto, colocam-se os ingredientes num bule e sobre eles verte-se a água quebrada da fervura. Deixa-se repousar 5 a 7 minutos.

Terminado o tempo exacto de infusão observa-se a cor e o aroma, sinais mais visíveis do bom resultado desta operação. Quando as folhas verdes apresentam um tom escuro, e um sintoma de oxidação e por certo ocorreram outras alterações menos perceptíveis. Todos os ingredientes sujeitos a este processo têm de apresentar as suas cores naturais: mesmo depois de secas, as pétalas de flores ou inflorescências, em contacto com a água, readquirem uma vivacidade nas cores resultante da harmonia conseguida. A infusão toma-se tépida logo a seguir à preparação.”


Fonte: Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais de Zélia Sakai

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