Embora não possa prometer que a minha proposta à base de plantas medicinais lhe cubra a cabeça de cabelo forte e abundante, pode ser que valha a pena experimentar estas alternativas naturais.

Palmeira-anã (Serenoa repens)

Esta planta é a minha melhor recomendação, se bem que ao leitor possivelmente conviesse experimentar uma combinação de tratamentos que inclua algum medicamento anticalvíce (…). O que realmente é certo é que a bioquímica apoia o uso da palmeira-anã. Sabemos que a DHT mata os folículos capilares e que esta planta bloqueia a formação da DHT. Se realmente a palmeira-anã ajuda a prevenir a queda de cabelo, então esta seria uma das plantas mais importantes para os homens, já que as investigações demonstraram que também ajuda a prevenir a hipertrofia da próstata.

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra)

O alcaçuz contém um composto que evita a conversão da testosterona em DHT. O leitor podia preparar um champô para a prevenção da calvície acrescentando alcaçuz ao seu champô preferido durante o banho.

Alecrim (Rosmarinus officinalis)

Durante séculos, ou quiçá durante milénios, os homens e as mulheres têm dado massagens com alecrim em azeite no couro cabeludo para manter o cabelo brilhante e saudável. Para além das esperanças infundadas das pessoas, existe algum fundamento verdadeiro para recomendar este costume? As massagens no couro cabeludo ajudam sem dúvida a estimular a circulação e fomentam o crescimento do cabelo, segundo a Dr.” Wilma F. Bergfeld da Fundação Clínica de Cleveland no Ohio. Os naturopatas sugerem frequentemente massagens nocturnas no couro cabeludo com uma parte de óleo de alecrim e duas partes de óleo de amêndoa.

Salva-vermelha (Salvia miltiorrhiza) e salva (Salvia officinalis)

Segundo a tradição popular, ambas estas salvas têm uma reputação firmada há muito tempo como conservadoras do cabelo. Nos Estados Unidos, as pessoas usam frequentemente extractos de salva para enxaguar o cabelo e nos champôs. A planta, segundo se diz, tem a capacidade de evitar a queda de cabelo e de manter-lhe a cor. Este uso popular destas plantas, provavelmente não provocará dano algum, pelo que lhe sugiro que experimente juntar algumas colheres de tintura de salva ao champô.

Cavalinha (Equisetum, várias espécies)

O selénio e o silício são minerais que ajudam a estimular a circulação no couro cabeludo e como resultado ajudam a conservar o cabelo, segundo as indicações dos médicos naturopatas. Ambos os minerais abundam na cavalinha. Eu experimentaria juntando aproximadamente uma colherzinha de cavalinha seca aos meus chás à base de ervas, mas o leitor deveria consultar um terapeuta antes de usar esta planta.

Açafroa (Carthamus tinctorius)

Na medicina chinesa à base de plantas medicinais, a açafroa é considerada como um vasodilatador, substância que provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. Aparentemente, isto também ajuda a que se abram os vasos sanguíneos do couro cabeludo, e os médicos chineses acreditam que a açafroa ajuda a obter nutrientes para os folículos capilares. O leitor pode dar uma massagem no couro cabeludo com óleo de açafroa ou pode pulverizar algumas colheres de sementes e juntá-las em pó a um champô à base de ervas.

Sésamo/Gergelim (Sesamum indicum)

O uso das sementes de gergelim no tratamento da calvície é também um método chinês, de acordo com o farmacognosista (farmacêutico de produtos naturais) Dr. Albert Leung. Somente por causa do seu bom sabor, o leitor pode juntar sementes de gergelim tostadas a todo o tipo de pratos, mas se além do mais o ajuda a conservar o cabelo, então tanto melhor.

Urtiga (Urtica dioica)

A tintura das folhas de urtiga pode ajudar a prevenir a calvície naquelas pessoas com cabelo ralo, de acordo com o Dr. Rudolf Fritz Weiss, o mais reputado dos médicos alemães que utilizam plantas medicinais e autor de Herbal Medicine. Não conheço os estudos que apoiam esta tese, mas respeito o Dr. Weiss.

Talvez o seu apoio à urtiga proceda da Doctrine of Signatures, cuja ideia era que a aparência das plantas indicava o seu valor medicinal. A urtiga é uma “planta peluda”, pelo que esta doutrina podia apoiar o seu uso para problemas de queda de cabelo.

Por outro lado, talvez haja algumas outras provas para recomendar esta planta para a calvície. Quanto mais os investigadores estudam a urtiga, mais utilizações parecem encontrar-lhe. Tomar uma ou duas colherzinhas por dia – ou uma ou duas chávenas de chá de urtiga – seguramente não lhe fará mal.

Fonte: Farmácia Verde, de James A. Duke (adaptado)

Composto e postado por Ângela Barnabé

 

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