Hipofaé (Hippophae rhamnoides L.) – Reconstituinte rico em vitamina C

Durante a Idade Antiga, pensava-se que este arbusto era tóxico para os cavalos, de onde lhe vem o nome latino de Hippophae (mata cavalos).

Sabemos hoje que, não só é isento de qualquer toxicidade, mas é também uma das plantas que se conhecem com maior concentração de vitamina C.

Propriedades e Indicações: As bagas contêm ácidos orgânicos, glicósidos flavónicos, caroteno (provitamina A), vitaminas do grupo B, e sobretudo vitamina C (cerca de 600 mg por 100 g; dez vezes mais que o limão). As suas propriedades são:

-Antiescorbútico, tonificante e imunoestimulante, devido ao seu conteúdo em vitaminas (especialmente a C). É indicado em casos de infecções repetidas (diminuição de defesas), gripe, esgotamento físico, alimentação deficitária e, em geral, sempre que se deseje aumentar o tono vital do organismo (1,2).

-Cardiotónico suave e activador do aparelho circulatório, devido ao seu conteúdo em glicósidos flavónicos (1,2). Costuma utilizar-se como complemento dos tratamentos digitálicos.

-Ligeiramente diurético e aperitivo (1,2).


Preparação e emprego

Uso interno

1-Bagas: Os frutos do hipofaé podem-se comer bem maduros (três punhados por dia), embora tenham um sabor um tanto ácido.

2-Xarope: Ferve-se o sumo das bagas bem maduras durante 15 minutos, acrescentando-se depois metade do seu peso em açúcar. Conserva-se bem tapado num recipiente de vidro. Tomam-se 3 colheradas diárias.


Outros nomes: Esp.: espino amarillo, espino falso. Fr.: argousier, épine marante. Ing.: sea buckthorn.

Habitat: Disseminado pelas margens de rios e terrenos arenosos de toda a Europa, mas difícil de encontrar em Portugal. Naturalizado no continente americano.

Descrição: Arbusto espinhoso de 1 a 3 m de altura, da família das Eleagnáceas. As suas folhas são caducas, estreitas e lanceoladas. As flores são unissexuais (é uma planta dióica), pequenas e de cor verde. O fruto é uma baga de cor amarela ou alaranjada.

Partes utilizadas: os frutos (bagas).


Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.2, de Jorge D. Pamplona Roger

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