Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium Newn.) – Desinflama as mucosas

Este feto iá foi utilizado por Dioscórides que disse, a respeito desta planta, que “tem a virtude de desgastar o baço”. Utilizou-se desde então para combater a esplenomegalia (aumento de tamanho do baço). Os catalães ainda hoje lhe chamam herba melsera, o que quer dizer erva do baço. Antigamente dava-se aos alcoólicos, que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço, ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos.

Propriedades e Indicações:

As frondes deste feto contêm mucilagem, tanino, açúcares e vitamina C. Devido ao seu conteúdo em mucilagens, são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele), e expectorantes. O tanino outorga-lhes propriedades adstringentes. Usa-se em caso de bronquite e catarros, para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão; e também em gastrite e colite, para proteger e desinflamar a mucosa digestiva (1). Dá bons resultados em caso de hipertensão, para normalizar a tensão arterial (1); no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção. Externamente, usa-se para lavar feridas, pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele (2). Actua também como vulnerária, para o tratamento das contusões e hematomas (3). Neste caso, aplica-se em compressas.

Preparação e emprego

Uso interno

1- Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água, durante 10 minutos. Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia. Adoça-se com mel.

Uso externo

2-Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente.

3-Compressas com a dita decocção.

 

Sinonímia científica: Scolopendrium officinale Sm. Outros nomes: escolopendra, escolopendra-vulgar, língua-de-boi, língua-de-veado, broeira. Esp.: tengua de ciervo, escolopendra, hierba de la sangre. Fr.: langue de cerf, scolopendre. Ing. : hartstongue.

Habitat: Terrenos calcários, muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano. Em Portugal, encontra-se em lugares húmidos e sombrios, desde o Minho até à Estremadura.

Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas, com frondes indivisas, de cor verde brilhante, alongadas (de 20 a 60 cm.) e terminadas em ponta.

Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos).

Fonte: A Saúde pelas Plantas Medicinais, Vol.1, de Jorge D. Pamplona Roger

Composto e postado por Ângela Barnabé

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